Voz Missionária

Julho / Agosto 2020

...nos confiou a palavra de reconciliação

O tema desta edição é a Reconciliação. Uma reconciliação pede um abraço apertado para expressar o desejo de viver um novo tempo e deixar o passado para trás. É aquele abraço de Esaú e Jacó – citado em Gênesis 33.4. A ambição de Jacó o levou a fugir da ira do irmão para outra cidade, onde ele constituiu família, amadureceu e, agora, chegou o tempo de acertar contas = fazer as pazes. Diferente do acerto de contas vigente = vingança, aqui significa reencontro. A viagem foi marcada pela dúvida e incerteza. Jacó não sabia qual seria a reação do seu irmão que ele enganara, roubara a bênção do pai. Ele leva uma série de presentes e a aceitação simbolizaria o perdão. A Bíblia diz que a aceitação de Esaú foi completa e total. “Então, Esaú, correu-lhe ao encontro e o abraçou; arrojouse-lhe ao pescoço e o beijou; e choraram” (Gênesis 33.4). Não houve necessidade de pedir perdão. Esaú reconciliou-se com o irmão e o abraço foi o selo. Que encontro lindo! Assim deveria ser o final de uma reconciliação.

Antes da pandemia, nem sempre valorizávamos o momento do abraço da paz no culto. Algumas igrejas até retiraram esse momento da sua liturgia. Agora... quanta saudade! As pessoas lamentam a falta do abraço.

Podemos expressar amor, cuidado e saudade por meio de um abraço. O isolamento social nos privou desse abraço, do contato físico. Estava assistindo uma entrevista onde os netos foram visitar o avô no asilo e ele queria dar a mão; na verdade, ele queria abraçar seus netos queridos. Acho que ele pensou: “não pode abraçar, mas ao menos segurar a mão”. Mas nem isso podia. “Abraçar é dizer com as mãos o que a boca não consegue, porque nem sempre existe palavra para dizer tudo” – Mário Quintana.

Nossa capa expressa a saudade do abraço apertado que esse tempo de pandemia retirou de nós. E você? Já pensou quem quer muito abraçar depois da pandemia de coronavírus?

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