Água e o Bom Vinho

Publicado em Artigos, por Redação em 03/07/2023


“Três dias depois houve um casamento em Caná da Galiléia, achando-se ali a mão de Jesus. Jesus também foi convidado, com os seus discípulos, para o casamento. Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm mais vinho. Mas Jesus lhes disse: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. Então, ela falou aos serventes: Fazei tudo o que ele vos disser. Estavam ali seis talhas de pedra, que os judeus usavam para as purificações, e cada uma levava das ou três metretas. Jesus lhes disse: Enchei de águas as talhas. E eles as encheram totalmente. Então, lhes determinou: Tirai agora e levai ao mestre-sala. Eles o fizeram. Tendo o mestre-sala provado a água transformada em vinho (não sabendo donde viera, se bem que os sabiam os serventes que haviam tirado a água), chamou o noivo e lhe disse: Todos costumam pôr primeiro o bom vinho e, quando já beberam fartamente, servem o inferior; tu, porém, guardaste o bom vinho até agora. Com este, deu Jesus princípio a seus sinais em Caná da Galiléia; manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele”.  João 2.1-11

 

A festa de casamento em Caná da Galileia, relatada no evangelho de João, conta-nos que um bom vinho foi servido aos convidados nos finais da festa. Houve surpresa do mestre-sala que não sabia a origem do bom vinho, não sabia o que havia ocorrido, estranhou oferecer aos convivas o bom vinho apenas nos momentos finais da festa. Não era comum esta atitude! Explica-se facilmente a surpresa porque depois de beberem fartamente o paladar já não é capaz de distinguir o bom vinho de um vinho de menor qualidade. O segredo estava encoberto aos olhos do mestre-sala, suas indagações e afirmativas demonstram sua surpresa.

 

No transcorrer da vida, no caminho que trilhamos, muitas surpresas nos chegam e fazem-nos afirmar coisas – ou a indagar coisas – que não sabemos e que nos deixam perplexos. Como o mestre-sala queremos respostas ao que está fora do padrão, fora da normalidade, queremos recolocar tudo no seu devido lugar para que a vida vá fazendo seu caminho previsível e possível ao nosso olhar.

 

Contudo, ao observar os textos do Antigo Testamento, na Bíblia, percebemos como Deus está sempre quebrando estas fórmulas que nós criamos para a vida. Lembre-se de algumas dessas ações inesperadas de Deus que desfazem o olhar humano sobre a vida. O Senhor fez a sarça arder sem queimá-la; fez o mar abrir para o povo passar; usou uma mula para dialogar com Balaão; e outros tantos milagres estupendos que estão relatados na Escritura Sagrada.

 

No Novo Testamento há outros tantos desses eventos magníficos em que Jesus modifica o óbvio em algo novo. Transformar água em bom vinho é no mínimo uma curiosidade espiritual que, talvez até hoje, ainda não demos conta de compreender com profundidade por causa de nossas formulações morais sobre o vinho. Ficamos como o mestre-sala querendo respostas para adequar a vida e não sorvemos o bom vinho.

 

Sabemos que há transformações muito mais importantes que água em bom vinho. Relembro com você o exemplo de Saulo – o perseguidor – transformado em Apóstolo dos Gentios (Atos 9.1-25). O grande milagre, a espiritualidade mais profunda, não está nos milagres estupendos que transformam elementos da natureza, que apontam para eventos grandiosos e diferenciados. A espiritualidade se aprofunda quando vemos Jesus transformando vidas.

 

O pecado humano nos transforma em seres cadavéricos, moldados pelo mal, por isso perdemos a capacidade de reconhecer a diversidade da vida, fazer acontecer a comunhão com o outro e experimentar o amor incondicional de Deus. O pecado nos impede de ver o magnífico milagre que transforma “água suja em vinho bom”; seres cadavéricos, mortos nos delitos e pecados, transformados em servos do Deus Altíssimo, por meio de Jesus.

 

Aprendamos com Jesus que o poder transformador impresso nos milagres tem sempre a chancela da salvação, ou seja, todos os atos estupendos de Deus, em Jesus e por meio do Espírito Santo, têm por finalidade nos transformar para festejarmos eternamente em Sua presença.

 

FACE A FACE COM A PALAVRA vivamos a festa onde a água é transformada em bom vinho!

 

Abraço carinhoso,

Pastor Marcos Munhoz da Costa


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