Voz e Você

Publicado em Voz e Você, por Redação em 18/03/2024


No terceiro dia, Ester se aprontou com os seus trajes reais e se pôs no pátio interior do palácio real, em frente à residência do rei. O rei estava sentado no seu trono  real, voltado para a porta da residência – Ester 5.1

 

Aprendemos com Ester a importância de fazer e dizer as coisas no tempo certo.


Muitas vezes, queremos resolver as questões rapidamente e nos entregamos à tentação de falar antes de pensar, falar antes da hora. Quando dizemos algo errado ou algo certo na hora errada, pode ser o gatilho para consequências desagradáveis ou até mesmo desastrosas. Johan Maxwell, no seu livro “As 21 Leis Irrefutáveis da Liderança”, fala sobre a lei da Oportunidade: saber o momento é tão importante quanto saber o que fazer, aonde ir.

 

Quando o rei Assuero recebeu Ester em seu pátio interior, ela pode ter sentido o ímpeto de despejar o que tanto pesava em seu coração. A vida de todo o povo judeu, incluindo seus parentes e amigos, estava em jogo. Mas, aqui temos o grande diferencial: Ester havia se preparado em oração e sentiu que esse não era o momento certo para fazer o seu pedido. Mesmo diante de uma situação urgente e arriscada, controlou suas emoções e esperou que Deus a guiasse.

 

Em vez de suplicar pela vida do seu povo, Ester convidou o rei a um banquete e prometeu explicar o seu pedido no dia seguinte.


Ester cria uma situação tranquila para fazer o seu pedido. Ela espera por um lugar em que pudesse ser ouvida com a completa atenção do rei. A experiência nos ensina que há coisas que podemos falar abertamente, enquanto outras... é melhor dizê-las em particular. Ester soube controlar a ansiedade e esperar o tempo certo.

 

O que falamos? A Bíblia ensina que somos responsáveis pelo que falamos. Ou seja, o conteúdo das nossas palavras. Jesus disse que a grande contaminação vem não pelo que entra, mas pelo que sai da nossa boca. A boca fala daquilo que o coração está cheio. Como estamos preenchendo nossos corações? Precisamos encher nossos corações com a Palavra de Deus para descobrirmos a Sua vontade para as nossas vidas. O que falamos depende muito do tempo que passamos em comunhão com Deus, aprender a ouvi- -Lo e descobrir a Sua vontade para nossas vidas.

 

Quando não esperamos no Senhor, falamos demais e dizemos coisas das quais podemos nos arrepender mais tarde.


Momento certo. Somos responsáveis não apenas pelo que dizemos, mas também pelo momento em que dizemos. Temos que esperar a ocasião certa. Às vezes, temos que deixar que venha um novo dia. Um novo dia sempre traz novas perspectivas. Aquele, aos olhos humanos, era o momento para acusar Hamã, mas Ester não faz isso naquela ocasião. É uma mulher sábia que conhece o valor da oportunidade.

 

É importante pensar no que Ester não fez. Não acusou Hamã, não se precipitou, contando imediatamente ao rei o que a preocupava. Não provocou as suas emoções ou tentou manipulá-lo explodindo em lágrimas. Disse apenas calmamente, sem agitação ou soluções: “Preparei um banquete e gostaria que você e Hama compartilhassem dele”.

 

Ester poderia ter feito naquele mesmo dia o que planejava fazer no dia seguinte, mas ela confia no tempo de Deus. “Tenho algo a dizer-lhe, mas quero esperar até amanhã”. Por alguma razão, o tempo de Deus requer mais um dia. Como é difícil esperar o novo dia. É muito mais fácil tentar resolver tudo no hoje, no aqui e agora.

 

Como falamos? Mas, também, como o dizemos. Aprendemos que a forma como dizemos é muito importante. No caso de Ester, o fato de andar com Deus era um aprendizado constante. Ela entrou na presença do rei porque confiava em Deus. Ester planejou um banquete porque sabia que Deus faria o inesperado.

 

A estória O rei sem dentes expressa importância de sabermos como falar.

 

Um rei sonhou que havia perdido todos os dentes. Logo que despertou, mandou chamar um sábio para interpretar o sonho.
— Que desgraça, senhor! – exclamou o sábio – Cada dente caído representa a perda de um parente de Vossa Majestade.
Enfurecido, o rei chamou os guardas e ordenou que aplicassem cem chicotadas no homem.
Mandou depois que trouxessem outro sábio à sua presença e contou-lhe o sonho. O sábio lhe disse:
— Grande felicidade vos está reservada, Alteza. O sonho significa que havereis de sobreviver a todos os vossos parentes.
Imediatamente, a fisionomia do rei se iluminou num sorriso. Ele mandou dar cem moedas de ouro ao sábio.
Quando o homem saiu do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado:
— Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma feita por seu colega. Não entendo por que ao primeiro ele pagou com cem chicotadas e a você com cem moedas de ouro.
— Lembre-se, meu amigo – disse o sábio – tudo depende da maneira de dizer…

 

Se nossas palavras forem sinceras, mas não amigáveis, feriremos nossos semelhantes e não lhe proporcionaremos bem nenhum. Conhecemos algumas pessoas que dizem: “Eu sou franca!”. Esta franqueza implica em dizer palavras desagradáveis. A verdade despida de amor fere ao invés de curar.

 

O grande desafio para nós, hoje, seja na família, na igreja, no trabalho, é o mesmo de Ester. Precisamos orar. Se orarmos antes de lidar com um problema, o Espírito Santo de Deus guiará nossas palavras e nos mostrará o momento certo.

 

Com a Sua ajuda, podemos aprender a dizer a coisa certa exatamente no tempo certo. As palavras de Jesus eram bálsamo na vida das pessoas. Tinham o poder de transformar a realidade. Poder de restaurar. “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um” – Colossenses 4.6. Como a comida é temperada com sal, a vida e a conversa do/da cristão/ã devem ser agradáveis e não insípidas.


Que Deus nos abençoe e sejamos mulheres sábias e dependentes de Deus. Que Ele abençoe a sua vida. 

 

Com carinho,

 

Pastora Amélia


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